" Só Deus nos vê, disse a mulher do primeiro cego, que, apesar dos desenganos e das contrariedades, mantém firme a crença de que Deus não é cego, ao que a mulher do médico respondeu, Nem mesmo ele, o céu está tapado..."
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Leituras (6)
" Só Deus nos vê, disse a mulher do primeiro cego, que, apesar dos desenganos e das contrariedades, mantém firme a crença de que Deus não é cego, ao que a mulher do médico respondeu, Nem mesmo ele, o céu está tapado..."
terça-feira, 13 de maio de 2008
The National - Apartment Story
Há muito tempo que queria pôr os National no blog, aproveito a ressaca do concerto como desculpa. Que concerto! Aqui ficam duas, são todas tão boas que é difícil escolher.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Lykke Li "I'm good, i'm gone"
Da suécia para o mundo, não só com muita pinta mas com um belo disco. Este video tem um ar um pouco artesanal, bem como o som. Muito bom!
domingo, 20 de abril de 2008
Leituras (5)
«- O preço da revolução nunca é caro de mais. – Paul olhou-me com desdém. – Vocês nunca chegarão a parte nenhuma, porque não querem pagar esse preço.
- É fácil pagar com o sangue dos outros.
- O sangue dos outros e o nosso é o mesmo sangue – disse Paul.»
in «O sangue dos outros» Simone de Beauvoir
terça-feira, 15 de abril de 2008
Ryan Adams and The Cardinals -
Já não dava atenção ao Ryan Adams há algum tempo. Foi assim que decidi ouvir o disco do ano passado "Easy Tiger" e que me levou a outros discos dele. Este disco assinala um regresso após "uma fase difícil da vida" do rapaz (desintoxicação de álcool, segundo ouvi dizer) o que se observa logo no título (um sugestivo "vai com calma") e nas letras. Às vezes é necessário "ir à gaveta". Fica aqui esta música da qual gostei bastante.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Na vida e na morte
contextualizacao #08 ver www.luiselmau.blogspot.com
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Queda Infinita
- Miguel não atravesses a estrada que pode vir algum carro
num tom estridente e insuportável, calo-os a todos com o trinco. Fico só, estou só, sozinho à demasiado tempo com este ruído permanente que se instalou não sei quando dentro de mim. Não tenho descanso não consigo descontrair. Sinto que estou à beira, ou melhor, em queda e este som é o meu corpo a rasgar o ar em direcção ao fundo que não chega. Fecho os olhos e o vento acaricia-me a fronte como duas mãos que me recebem, a queda é infinita. Se ao menos o cão em casa, atirava-lhe a bola umas quantas vezes até me fartar. Apresso-me a pegar num cd ao acaso e ponho-o a tocar. Não me apetece, não quero ouvir nada. Até a música é insuportável. As notas soam-me dissonantes são egodistónicas, hoje não dá mesmo. Sinto os pulmões cheios, tão cheios que me sufocam. Ligo o pc na esperança de algum e-mail animador, nada somente
precisa-se médico para as Caldas-da-Rainha, engenheiros para Angola, canalizadores todas as regiões do país bem remunerado
há uma mensagem do Carlos que quer partilhar comigo um vídeo do youtube
desculpa amigo hoje não estou com cabeça
apago-a e fecho todas as janelas rapidamente, a janela do meu quarto fechada à que tempos o meu quarto um cheiro a mofo incrível se a abro
- Miguel não atravesses a estrada que pode vir algum carro
num tom estridente e insuportável e também os carros com buzinas, de modo que prefiro o cheiro a mofo húmido e sufocante a criar bolor. Abro um novo documento no word. À minha frente uma página em branco, só um traço preto que vai marcando os segundos sem os contar, a rir-se para mim como quem diz
- Então, nada? Nem uma palavra?
e eu quieto calado parado mudo a ouvir o meu corpo imóvel a cortar o vento, sozinho à demasiado tempo sem ninguém a zelar
- Miguel cuidado com os carros
de maneira que eu atropelado a toda a hora, a sentir o vento na cara. Aborreço-me do branco e do preto que me judiam e fecho também esta janela. Apago o computador. Apago a luz. Apago tudo. Só não consigo apagar o som do ar, que persiste no escuro já depois de me ter escondido debaixo dos lençóis. Quero dormir e não posso os pulmões cheios a querem explodir pela boca e pelos olhos. A cama reclama do meu peso, tornei-me um homem pesado e este peso arrasta-me. Continuo a cair para baixo sem ter um par de mãos para me receber. A queda não acaba nunca a queda é infinita, vou caindo, caindo, caindo.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
MGMT - electric feel
Conheci-os à pouco tempo e tenho andado com isto no ouvido. Editaram um primeiro Ep em 2005 "time to pretend" música que abre também o primeiro álbum "oracular spetacular" (2008. o disco é muito bom, parece uma mistura incrível de rock pop funk com algum psicadelismo (como é possível constatar nos videos). enjoy
