sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Leituras (2)
a madeira do teu berço e do teu próprio caixão..."
Autor desconhecido in John Berger in «Aqui nos encontramos»
"O número de vidas que compartilham a nossa é incalculável."
John Berger in «Aqui nos encontramos»
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Leituras (1)
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!"
Alberto Caeiro in «O Guardador de Rebanhos»
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
#18.2 - THE DIVINE COMEDY - A lady of a certain Age
há bandas que após algum tempo, me apetecer ir buscá-las não importa em que armário estejam. acontece-me isto muitas vezes com os Divine Comedy parece que há sempre algo para descobrir, que não se sabe tudo... uma letra, uma música... acho que a forma como o Neil Hanon escreve e conta histórias são os principais responsáveis. nunca tinha prestado grande atenção a este álbum, mas qualquer coisa me chamou a revisitá-lo e foi bom. deixo aqui esta música que me chamou a atenção pelo fundo triste do que é perder o que quer que seja na vida, especialmente a nós próprios. sinto também nesta letra, a presença de um "amigo" comum ao qual, também, elevo o meu copo para brindar, "brindar aos amigos ausentes". à Vossa!
The Divine Comedy
Back in the day you had been part of the smart set
You'd holidayed with kings, dined out with starlets
From London to New York, Cap Ferrat to Capri
In perfume by Chanel and clothes by Givenchy
You sipped camparis with David and Peter
At Noel's parties by Lake Geneva
Scaling the dizzy heights of high society
Armed only with a cheque-book and a family tree
You chased the sun around the Cote d'Azur
Until the light of youth became obscured
And left you on your own and in the shade
An English lady of a certain age
And if a nice young man would buy you a drink
You'd say with a conspiratorial wink
"You wouldn't think that I was seventy"
And he'd say, "No, you couldn't be!"
You had to marry someone very very rich
So that you might be kept in the style to which
You had all of your life been accustomed to
But that the socialists had taxed away from you
You gave him children, a girl and a boy
To keep your sanity a nanny was employed
And when the time came they were sent away
Well that was simply what you did in those days
You chased the sun around the Cote d'Azur
Until the light of youth became obscured
And left you on your own and in the shade
An English lady of a certain age
And if a nice young man would buy you a drink
You'd say with a conspiratorial wink
"You wouldn't think that I was sixty three"
And he'd say, "No, you couldn't be!"
Your son's in stocks and bonds and lives back in Surrey
Flies down once in a while and leaves in a hurry
Your daughter never finished her finishing school
Married a strange young man of whom you don't approve
Your husband's hollow heart gave out one Christmas Day
He left the villa to his mistress in Marseilles
And so you come here to escape your little flat
Hoping someone will fill your glass and let you chat about how
You chased the sun around the Cote d'Azur
Until the light of youth became obscured
And left you all alone and in the shade
An English lady of a certain age
And if a nice young man would buy you a drink
You'd say with a conspiratorial wink
"You wouldn't think that I was fifty three"
And he'd say, "No, you couldn't be!"
domingo, 14 de outubro de 2007
Radiohead - 2+2=5
Em tempo de lançamento do novo disco (versão digital por agora e em cd e vinil dia 3/12) deixo aqui dois videos pertencentes aos dois últimos álbuns. "In Rainbows" está a revelar-se um disco genial, um forte candidato ao meu "top three" dos radiohead. É bom ver que ainda há mentes brilhantes no mundo.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
A propósito de comboios
Em Sta. Apolónia há uma estação cheia deles que partem a toda a hora,
Mas, vou aos bolsos e o dinheiro parece nunca chegar.
Todas as viagens se me apresentam demasiado caras e os destinos conhecidos.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Se o calo estou, por outro lado, a esconder.
Sou tão incrivelmente bom nesta merda,
Que consigo mentir de boca fechada.
Sem palavras o silêncio torna-se insuportável.
Com elas, este revela-se uma prova de bom senso.
Se esperarmos pelo momento certo para dizer a coisa indicada,
Seremos capazes de concluir que ele jamais chegará.
Assim, mais vale estar calado. É preferível não escrever,
Não dizer, não fazer.
Respirar sem querer nem saber. E,
Mentir quando a isso somos obrigados. E,
Aprender a amar o silêncio quando amamos.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Sound Team - Born To Please
Conheci esta música recentemente e não descansei até saber a quem pertencia. Chamam-se Sound Team e têm apenas um albúm "Movie Monster" que data do ano passado (2006). Ouvi o álbum, ainda que poucas vezes, e não encontrei nada ao nível de "born to please". Por me ter ficado no ouvido dedico-lhe este espaço, não consigo parar de ouvir "...Move around but never through?
That's the only thing we ever do".
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
light emitting grief - Live Strength to change
A Banda
No ano da graça de mil novecentos e troca o passo, cinco rapazinhos entre os seus 16 e 20 anos, decidiram que queriam formar uma banda. O primeiro ensaio ocorreu no mês de Maio desse mesmo ano e, à falta de material, realizou-se sem microfone nem bateria mas havia voz e um djambé. Quanto à secção de cordas eram três guitarras acústicas. Tintin voz, Isidro guitarra, André guitarra, Ricardo baixo, Renato bateria. Eram estes os elementos constituintes e suas respectivas funções. O nome nunca foi muito certo mas começou por Blend e terminou em Light Emitting Grief ou os famosos L.E.G.
Após a criação de dois ou três temas neste formato, decidiram começar a ensaiar, de quando em quando, num estúdio (com material a sério). Outras músicas foram surgindo com o progresso da banda tendo-se tornado em verdadeiros êxitos ou até mesmo fenómenos musicais entre a banda – e também entre alguns amigos e familiares, fervorosos apoiantes da causa. Com o “boom” da divulgação, entre dez ou vinte pessoas, o público exigiu concertos, espectáculos. Mas esta era uma banda especial e mítica, e portanto, pouco adepta das luzes e câmaras da ribalta. Nasceu então o culto do concerto anual nas Caldas da Rainha (na abertura do ano lectivo da ESTGAD). Eram festas e romarias, excursões vindas de todos os pontos do país carregadas de garrafões de vinho e barris de cerveja. Após dois anos, dois espectáculos, foi decidido terminar com este culto. Momentos difíceis assombravam um promissor futuro, a distância, o trabalho obrigaram ao afastamento de dois membros. Seguiram-se tempos de inactividade e tristeza para os fãs (cerca de cinco ou seis) que de tempos a tempos questionavam “que é dos LEG?”. O vazio do silêncio apoderou-se das almas destes jovens que sentiam ter passado ao lado de uma brilhante carreira no mundo da música. Seria este o momento da morte dos LEG? A resposta é negativa, pois um fervor criativo possuía estes rapazes, que não olhando para trás, decidiu procurar um novo baterista, sendo o feliz escolhido Ricardo D. A banda regressava assim ao estúdio com novo material e um novo formato, quatro elementos. Seguiu-se um período fértil e frutífero, o público clamava apresentações em palco, e tal sucedeu, mais uma vez envolvido num ambiente de culto. O primeiro ocorreu em Linda-a-Velha, local onde se encontra o Crossover estúdio que acolheu a banda, na famosa Academia, o segundo na terra do parque infantil, essa mesmo, Sobral de Monte Agraço numa praça assemelhada a uma praça de toiros. Estrondoso, fantásticos, indescritíveis estas actuações, são momentos que não se repetem e deixam saudades. Posteriormente, e devido ao cansaço provocado pela estrada, houve um recolhimento acompanhado com a excelente notícia do regresso do filho pródigo, era ele Isidro caldense estava de volta a Lisboa e pronto para reingressar nos LEG. Remetidos ao estúdio, por opção própria, o trabalho intensificou-se e após longos meses de árduo trabalho surgiu o tão aguardado EP constituído por duas canções reveladoras de um gosto eclético e de uma riqueza criativa inigualável. Duas belas canções “Empty” e “We seem like nature” produzidas por Sarrufo, Bravo e os próprios LEG. Felizes os que possuem no seu espólio musical esta relíquia, esta obra prima, pois é uma peça de arte que se encontra “sold out all over the world”. O desgaste e novas partidas, levaram uma vez mais à interrupção da carreira construída de suor e lágrimas destes rapazes de futuro promissor. O regresso é há muito aguardado e eles prometem que talvez um dia… Enquanto isso, deixo-vos com um testemunho das magníficas actuações ao vivo deste fenómeno musical, o tema intitula-se “Strength to change” e foi captado na Academia de Linda-a-Velha num magnífico espectáculo de luz e cor.
Sras. e Srs. tenho a honra de vos apresentar, A Banda.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Written in Blood
Ai está o primeiro single de apresentação ao novo disco dos She Wants Rvenge - This is forever que sairá dia 9 de Outubro. O video é sedutor, sensual, sexual e brutal. A música, seguindo a linha das anteriores, promete um álbum de qualidade. Já tinha saudades, espero que estejam a planear visitar o nosso país, desta vez para um concerto não integrado num qualquer programa de festival.
