Headache headache,
Voices noises crashing inside the brain
Headache headache,
You wish you hadn’t said “hey”.
On the day after
Nothing is real besides pain.
Hangover hangover,
Slowly flashes come up to your mind
Hangover hangover,
Emptiness has taken your day.
Feel the guilt, feel the blame
In the morning nothing is the same.
On the day after
Nothing is real besides pain.
Can’t change, can’t skip
The painful hours.
You wish you could just sleep.
On the day after
Nothing is real besides pain.
Feel the guilt, feel the blame
Nothing is real besides pain.
07/07
domingo, 19 de agosto de 2007
Sunshine Undergorund - Borders (Paredes de Coura 15-08-07)
Para quem esteve e viu, e para quem não esteve e gostava de ter visto. Fica um "cheirinho" dos Sunshine Underground em Paredes de Coura 2007. Gostei muito do concerto não por ter sido espectacular(talvez demasiado "show-off", no entanto, musicalmente irreprensíveis com bom som e poder), mas porque gosto muito da banda. Num ano tão rico em concertos bons (sbsr, coliseu), este foi mais um. Esperemos continuar com a qualidade a que este ano nos habituaram. Quanto a PdC, encontramo-nos por lá no próximo ano.
domingo, 5 de agosto de 2007
Queria encontrar-te no meio da multidão. Que me assaltasses os olhos e me levasses contigo.
Saio à rua. A chuva mergulha em queda livre directa às pedras da calçada onde se desfaz e dissolve em poças que já foram gotas. Estamos em Julho e o calor derrete-me o corpo enquanto a chuva não penetra pelas minhas roupas. As pessoas vivem à pressa, do autocarro para o metro, “próxima estação?”
Neste movimento contínuo distingo-te num cardume de gente agitada. Trazes os cabelos soltos – pouco usual em ti, o que é que mudou? – que formam longos canudos negros pintados pela água. Aproximo-me. Não te quero dizer nada, não, não agora. Agora só quero ficar abraçado a ti, fechar os olhos, sentir o teu corpo – as saudades que tenho de sentir a tua respiração no meu pescoço enquanto nos abraçamos – ficar, só ficar… O semáforo caiu verde, à medida que te aproximas… merda! Eu ia jurar. Ia jurar que tu, o teu andar, o balanço das tuas ancas, o som da pulseira que trazes no tornozelo e anuncia a tua passagem. Era a tua pele, morena com um cheiro que ainda não identifico mas que aprendi como teu. Tu, recém chegada de mapa na mão lendo as palavras e pronunciando-as de modo errado, como se cantasses em lugar de falares. Eras tu, que passados meses te sentias em casa numa cidade feita à tua medida, que nesta altura já percebias tudo, que me percebeste à deriva nos dias para te encontrar. Tu, quando já não precisavas de mapas, que depois de te ter encontrado me deste um beijo e disseste “Adeus”… Só podias ser tu, que me trouxeste de volta à vida que me fizeste sentir o que desde há muito…Porra! Porra! Porra! Nesses últimos dias contava as horas que tinha para não te deixar partir. Hoje conto-as, já passaram 129 horas e 2 minutos, sem saber se alguma vez vais regressar, ainda que por uns dias. Penso no que poderia ter feito diferente mas, do que me ocorre, nada te teria feito ficar e desistir de uma vida que já tinhas. Se ao menos tivesses perdido o avião, talvez tu nesta chuva quente que se derrete no corpo, talvez pudesse ser que fosses tu.
16/07/07
Saio à rua. A chuva mergulha em queda livre directa às pedras da calçada onde se desfaz e dissolve em poças que já foram gotas. Estamos em Julho e o calor derrete-me o corpo enquanto a chuva não penetra pelas minhas roupas. As pessoas vivem à pressa, do autocarro para o metro, “próxima estação?”
Neste movimento contínuo distingo-te num cardume de gente agitada. Trazes os cabelos soltos – pouco usual em ti, o que é que mudou? – que formam longos canudos negros pintados pela água. Aproximo-me. Não te quero dizer nada, não, não agora. Agora só quero ficar abraçado a ti, fechar os olhos, sentir o teu corpo – as saudades que tenho de sentir a tua respiração no meu pescoço enquanto nos abraçamos – ficar, só ficar… O semáforo caiu verde, à medida que te aproximas… merda! Eu ia jurar. Ia jurar que tu, o teu andar, o balanço das tuas ancas, o som da pulseira que trazes no tornozelo e anuncia a tua passagem. Era a tua pele, morena com um cheiro que ainda não identifico mas que aprendi como teu. Tu, recém chegada de mapa na mão lendo as palavras e pronunciando-as de modo errado, como se cantasses em lugar de falares. Eras tu, que passados meses te sentias em casa numa cidade feita à tua medida, que nesta altura já percebias tudo, que me percebeste à deriva nos dias para te encontrar. Tu, quando já não precisavas de mapas, que depois de te ter encontrado me deste um beijo e disseste “Adeus”… Só podias ser tu, que me trouxeste de volta à vida que me fizeste sentir o que desde há muito…Porra! Porra! Porra! Nesses últimos dias contava as horas que tinha para não te deixar partir. Hoje conto-as, já passaram 129 horas e 2 minutos, sem saber se alguma vez vais regressar, ainda que por uns dias. Penso no que poderia ter feito diferente mas, do que me ocorre, nada te teria feito ficar e desistir de uma vida que já tinhas. Se ao menos tivesses perdido o avião, talvez tu nesta chuva quente que se derrete no corpo, talvez pudesse ser que fosses tu.
16/07/07
Quem me dera esta noite
Quem me dera esta noite
Ter alguém perto, aqui,
Que me fizesse esquecer o frio,
Que me fizesse esquecer de ti.
Alguém que ao acordar
Me beijasse com demora,
Me dissesse “Bom dia” com o olhar
Como tu o fazias outrora.
Mas o rasgar da manhã traz consigo o pesadelo!
A descoberta da mentira
Cria-me no estômago um novelo
De lágrimas, de dor, de coisas soltas,
De desespero e gritos de revolta
Pois o dia traz-me a certeza de que não voltas.
27/05/07
Ter alguém perto, aqui,
Que me fizesse esquecer o frio,
Que me fizesse esquecer de ti.
Alguém que ao acordar
Me beijasse com demora,
Me dissesse “Bom dia” com o olhar
Como tu o fazias outrora.
Mas o rasgar da manhã traz consigo o pesadelo!
A descoberta da mentira
Cria-me no estômago um novelo
De lágrimas, de dor, de coisas soltas,
De desespero e gritos de revolta
Pois o dia traz-me a certeza de que não voltas.
27/05/07
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
The Thrills - Nothing Changes Around Here
esta semana ouvi repetidamente esta música. soa a adolescência, soa bem.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Presença constante
Trazem-te as ondas,
Traz-te o vento,
Ambos te trazem
Ao meu pensamento.
Traz-te o sol
E também a chuva
Na saudade, da tua
Mão na minha como uma luva.
São abraços e são beijos
Que trago na memória,
Que me fazem chorar por serem história,
Que me enchem por serem desejos.
A tua presença invade-me a todo o momento
E escrevo estas palavras no silêncio d’um lamento.
14/06/07
Traz-te o vento,
Ambos te trazem
Ao meu pensamento.
Traz-te o sol
E também a chuva
Na saudade, da tua
Mão na minha como uma luva.
São abraços e são beijos
Que trago na memória,
Que me fazem chorar por serem história,
Que me enchem por serem desejos.
A tua presença invade-me a todo o momento
E escrevo estas palavras no silêncio d’um lamento.
14/06/07
Na minha mão está uma faca
Que não sabe como
Veio aqui parar.
Mas eu sim. Sei
Que é p’la vontade,
Devido ao desespero e infelicidade,
Que tenho de a cravar.
Não avança nem recua
Sem a minha autorização
E contemplo-a, fria e nua,
Enquanto reflecte a vida crua
Ao mesmo tempo que a cobardia actua
Sobre a faca que está na minha mão.
5/6/07
Que não sabe como
Veio aqui parar.
Mas eu sim. Sei
Que é p’la vontade,
Devido ao desespero e infelicidade,
Que tenho de a cravar.
Não avança nem recua
Sem a minha autorização
E contemplo-a, fria e nua,
Enquanto reflecte a vida crua
Ao mesmo tempo que a cobardia actua
Sobre a faca que está na minha mão.
5/6/07
Maravilhoso Funeral!( um Requiem contemporâneo)
Já muitos compositores, escreveram trabalhos dirigidos aos finados, no entanto, e apesar da genialidade de algumas destas obras, o texto limita-se à pobreza religiosa, em que o sentimento latente e manifesto à perda de alguém querido, está esquecido e parece não surgir implicado. Ao ouvirmos Funeral, álbum de estreia dos The Arcade Fire, podemos dizer que estamos perante uma mudança de paradigma no que respeita à forma do Requiem. Assim, da primeira à última música, somos conduzidos por um mundo complexo e variado, onde os instrumentos conversam entre si num diálogo íntimo de quem se conhece, e a cada palavra deitada para fora, uma nova ideia, uma nova vida nasce. Entramos por Tunnels que nos transportam a quartos que nos habituámos a ver com vida, cheios agora pelo marulhar da água, jorrada pelas cordas de um piano que chora, e aqui, “esquecemos tudo o que conhecíamos”. Ao longo do disco, acentua-se a procura de alguém que já não é, que já não está, e somos então convidados a amar as pessoas de quem gostamos enquanto é tempo, pois a partir de um fim, o mundo deixa de ser como sempre o conhecemos, e é substituído por lugar estranho e sombrio. No entanto, a escuridão deste novo mundo, contrasta com a força e energia que pautam este Funeral, que arranca à amargura da vida arrancada – por vezes em tonalidades melancólicas delineadas sobretudo pelos arranjos das cordas e das vozes – um desejo de viver para sentir todas as coisas. A intimidade deste álbum tem o cheiro de uma almofada partilhada, vazia após uma noite de sono, e o conforto de sabermos que apesar de tudo a vida continua.
Em Rebellion (Lies), o corpo salta até à exaustão, sem conseguir parar, numa dança catártica, frenética e apoteótica, para depois sermos levados “na paz do banco de trás”, onde apenas temos de permanecer, sem fazer, sem falar, e podemos então mergulhar no silêncio do melhor disco de 2005.
Funeral, está imerso num ambiente de emoções fortes, que se reprimem e atraem, joga-se entre a vida e a morte, entre a separação e o casamento. A sonoridade surpreende a cada segundo e denota a criatividade e maturidade de quem, num álbum de estreia, revela a consistência dos mais experientes e roadados compositores da pop, como aliás de imediato foi reconhecido por bandas como os U2, que abrem concertos com a guitarra distorcida e quebrada de Wake Up, e por génios como Bowie que quis participar no crescimento deste futuro e se juntou aos The Arcade Fire para com eles cantar, e talvez para recordar o que é nascer dentro da música como no início da sua próspera carreira.
Este é um Requiem que não promete o “descanso eterno”, mas sim a continuidade da vida, de uma banda que se revelou uma das melhores da última década. Assim este Funeral não é um fim, mas antes um nascimento, se eu fosse músico, gostava de ter feito este disco!
14/02/06
Em Rebellion (Lies), o corpo salta até à exaustão, sem conseguir parar, numa dança catártica, frenética e apoteótica, para depois sermos levados “na paz do banco de trás”, onde apenas temos de permanecer, sem fazer, sem falar, e podemos então mergulhar no silêncio do melhor disco de 2005.
Funeral, está imerso num ambiente de emoções fortes, que se reprimem e atraem, joga-se entre a vida e a morte, entre a separação e o casamento. A sonoridade surpreende a cada segundo e denota a criatividade e maturidade de quem, num álbum de estreia, revela a consistência dos mais experientes e roadados compositores da pop, como aliás de imediato foi reconhecido por bandas como os U2, que abrem concertos com a guitarra distorcida e quebrada de Wake Up, e por génios como Bowie que quis participar no crescimento deste futuro e se juntou aos The Arcade Fire para com eles cantar, e talvez para recordar o que é nascer dentro da música como no início da sua próspera carreira.
Este é um Requiem que não promete o “descanso eterno”, mas sim a continuidade da vida, de uma banda que se revelou uma das melhores da última década. Assim este Funeral não é um fim, mas antes um nascimento, se eu fosse músico, gostava de ter feito este disco!
14/02/06
O meu porto
Invade a minha cama com o teu corpo
Esse mundo que me abraça, que é meu porto
Cujos caminhos e trilhos
Se encontram no gosto amargo dos mirtilhos.
Não acendas a luz, que apaga a minha solidão
Que outra forma não conheço para além da escuridão.
Porque eu, quero que venhas e depois te vás
Pois apenas sozinho encontro alguma paz
Por isso não te ofendas se a minha Tristeza
Não te estender aos pés o vermelho manto,
Pois a companhia das pessoas Ela despreza
E, tal como toda a alma que se acalma na reza,
Ela encontra-se no profundo conforto do pranto.
O meu porto á a ilusão do teu abraço.
5/07
Esse mundo que me abraça, que é meu porto
Cujos caminhos e trilhos
Se encontram no gosto amargo dos mirtilhos.
Não acendas a luz, que apaga a minha solidão
Que outra forma não conheço para além da escuridão.
Porque eu, quero que venhas e depois te vás
Pois apenas sozinho encontro alguma paz
Por isso não te ofendas se a minha Tristeza
Não te estender aos pés o vermelho manto,
Pois a companhia das pessoas Ela despreza
E, tal como toda a alma que se acalma na reza,
Ela encontra-se no profundo conforto do pranto.
O meu porto á a ilusão do teu abraço.
5/07
minute maid
12:54
A estranhesa apodera-se de mim num lugar familiar. Sinto-o como novo apesar do cheiro igual ao de todos os dias... deve ser do tempo.
12:55
16:50
Cercado por quatro paredes, está o meu desejo de te sentir.
Entrego-me à melancolia da chuva que parou lá fora.
Entrego-me ao entediante trabalho de pensar, só para poder não pensar no quanto gostava que aqui estivesses.
No silêncio vives, na ausência existes e é aqui que te amo...
Ah! Não há dia em que não me apeteça chorar-te.
16:57
8/3/05
A estranhesa apodera-se de mim num lugar familiar. Sinto-o como novo apesar do cheiro igual ao de todos os dias... deve ser do tempo.
12:55
16:50
Cercado por quatro paredes, está o meu desejo de te sentir.
Entrego-me à melancolia da chuva que parou lá fora.
Entrego-me ao entediante trabalho de pensar, só para poder não pensar no quanto gostava que aqui estivesses.
No silêncio vives, na ausência existes e é aqui que te amo...
Ah! Não há dia em que não me apeteça chorar-te.
16:57
8/3/05
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